“Meu nome é Taís Araújo, sou negra e a cor da minha pele é preta”. Esse foi o texto minuciosamente ensaiado pela atriz e apresentado num comercial de TV para o senso 2010. Mas porque não colocaram a Lília Cabral ou a Mariana Ximenes para incentivar o povo a afirmar sua identidade? Parece que o branco não precisa de alguém que lhe mostre o caminho do espelho e alguns até se empalidecem ainda mais para entrar nas estatísticas.
Qual é, gente? Vamos acordar! O projeto de nação branca e europeizada faliu há muito tempo. O Brasil é preto, branco, vermelho, amarelo, mestiço e sem precisar maquiar.
Particularmente não exerço nenhuma espécie de preconceito e nem concordo com uma série desses conceitos, mas geralmente não me manifesto, não defendo causa alguma, prefiro me manter, ao menos aparentemente, em cima do muro para não ser mal interpretada, o que acontece na maioria das vezes.
O fato é que ainda se tem muito receio para tratar do assunto e digo isso me incluindo no grupo, mas no sábado passado um (quase) diálogo que tive com uma passageira no ônibus, de certa forma, me tirou do meu lugar de conforto.
Havia ocorrido uma confusão num determinado trecho da viagem por conta da estupidez, grosseria e falta de tato com que o motorista tratou um passageiro que entrou pela porta da frente sem pagar os suados dois reais e trinta centavos da passagem. Diante da situação, a tal passageira, sentada ao meu lado, começou a comentar detalhes do ocorrido e eu visivelmente pouco interessada, apenas ia concordando com a cabeça e distribuindo risinhos de canto de boca.
Ela falava da falta de educação do motorista quando arrancou um exemplo de dentro de casa e me disse: “Olha, eu tenho uma filha, sabe? Ela é educada que só você vendo. Agora ela é negra, MAS TEM O CABELO BOM”. Aquilo me causou uma inquietação que enquanto ela continuava seu discurso eu só conseguia pensar na menina que, coitada, de acordo com a colocação da mãe a cor da pele diminuía os méritos da sua educação e que, ainda segundo a mãe, só se salvava pelo cabelo.
Parece que no futuro, muitas “Taís Araujo” vão precisar aparecer na TV para ensinar essa menina a dizer “eu sou negra e a cor da minha pele é preta”, já que o seu próprio berço ainda está impregnado de tanto preconceito.
Eu poderia argumentar a respeito, mas aos que se interessam, se incomodam, discordam ou que simplesmente ficaram curiosos a respeito da minha opinião, recomendo o clipe “Dona Cila” da Maria Gadú.
Vale mais que qualquer palavra.
Qual é, gente? Vamos acordar! O projeto de nação branca e europeizada faliu há muito tempo. O Brasil é preto, branco, vermelho, amarelo, mestiço e sem precisar maquiar.
Particularmente não exerço nenhuma espécie de preconceito e nem concordo com uma série desses conceitos, mas geralmente não me manifesto, não defendo causa alguma, prefiro me manter, ao menos aparentemente, em cima do muro para não ser mal interpretada, o que acontece na maioria das vezes.
O fato é que ainda se tem muito receio para tratar do assunto e digo isso me incluindo no grupo, mas no sábado passado um (quase) diálogo que tive com uma passageira no ônibus, de certa forma, me tirou do meu lugar de conforto.
Havia ocorrido uma confusão num determinado trecho da viagem por conta da estupidez, grosseria e falta de tato com que o motorista tratou um passageiro que entrou pela porta da frente sem pagar os suados dois reais e trinta centavos da passagem. Diante da situação, a tal passageira, sentada ao meu lado, começou a comentar detalhes do ocorrido e eu visivelmente pouco interessada, apenas ia concordando com a cabeça e distribuindo risinhos de canto de boca.
Ela falava da falta de educação do motorista quando arrancou um exemplo de dentro de casa e me disse: “Olha, eu tenho uma filha, sabe? Ela é educada que só você vendo. Agora ela é negra, MAS TEM O CABELO BOM”. Aquilo me causou uma inquietação que enquanto ela continuava seu discurso eu só conseguia pensar na menina que, coitada, de acordo com a colocação da mãe a cor da pele diminuía os méritos da sua educação e que, ainda segundo a mãe, só se salvava pelo cabelo.
Parece que no futuro, muitas “Taís Araujo” vão precisar aparecer na TV para ensinar essa menina a dizer “eu sou negra e a cor da minha pele é preta”, já que o seu próprio berço ainda está impregnado de tanto preconceito.
Eu poderia argumentar a respeito, mas aos que se interessam, se incomodam, discordam ou que simplesmente ficaram curiosos a respeito da minha opinião, recomendo o clipe “Dona Cila” da Maria Gadú.
Vale mais que qualquer palavra.
só uma palavra.. adoreiii...
ResponderExcluirbjs de beija flor. ;)
E eu gente, fiquei sem palavra. Que que me salva
ResponderExcluirJo
Flor, amei seu nome espaço... Vou de buzú e muitas vezes vou pegar carona.. bjão
ResponderExcluirLindoooooooooooooooooooo